Anvisa proíbe produtos sem registro da United Labz
Agência determinou apreensão e vetou fabricação, armazenamento, distribuição, venda, importação, propaganda, transporte e uso de todos os itens da marca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta terça-feira (1º) a apreensão de todos os produtos da marca United Labz. Segundo a autarquia, os medicamentos eram anunciados e comercializados sem registro, notificação ou cadastro sanitário e teriam fabricante não identificado.
O que está confirmado
A Resolução-RE 3.440/2026 proíbe fabricação, armazenamento, distribuição, comercialização, importação, propaganda, transporte e uso dos produtos da marca. A medida alcança qualquer pessoa física ou jurídica e também veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os itens.
Reportagens da Folha de S.Paulo e do Metrópoles identificaram no site da empresa anúncios ligados a substâncias como tirzepatida e retatrutida. A retatrutida segue em pesquisa e não tem aprovação para venda. A decisão da Anvisa não afirma que todos os produtos tenham causado um dano específico; o fundamento divulgado é a ausência de regularização e de fabricante conhecido, o que impede a avaliação oficial de qualidade, segurança e eficácia.
A proibição vale para todos os produtos da marca United Labz. Não se trata de uma restrição geral à tirzepatida: medicamentos só podem ser usados conforme o registro sanitário, a indicação aprovada e a prescrição adequada.
O que o consumidor deve fazer
Quem possui um produto da marca não deve utilizá-lo. A orientação prudente é interromper a automedicação, guardar embalagem, comprovante e dados da compra e procurar um profissional de saúde para avaliar a continuidade do tratamento com alternativa regularizada.
Eventos adversos e suspeitas de produtos irregulares podem ser comunicados à Anvisa pelos canais oficiais de atendimento. Em caso de reação importante ou emergência, procure atendimento médico imediatamente.
Em seu site, a United Labz se apresentava como empresa sediada nos Estados Unidos e afirmava seguir as normas brasileiras. A Anvisa, porém, informou que os itens não estavam regularizados e proibiu inclusive a importação. O Nota Brasil não localizou, até esta atualização, nota pública posterior da empresa sobre a resolução.
Fontes consultadas
- Anvisa — decisão, alcance da proibição e Resolução 3.440/2026
- Folha de S.Paulo — produtos anunciados e versão apresentada pela empresa
- Metrópoles — falta de registro e alcance da medida
- Agência Brasil — origem e autoria da fotografia da sede da Anvisa
- Serviço oficial — condições de acesso e reutilização do material fotojornalístico
O Nota Brasil conferiu a comunicação oficial e cruzou os fatos com Folha e Metrópoles. A imagem principal é uma fotografia jornalística real de arquivo da sede da Anvisa, em Brasília, feita por Rafa Neddermeyer/Agência Brasil. Origem: Agência Brasil; licença: reutilização gratuita mediante crédito, conforme serviço oficial; URL registrada acima; acesso em 1º de setembro de 2026. A fotografia não foi gerada por inteligência artificial e não teve seu sentido factual alterado. Não há enquete por envolver risco sanitário e uma medida contra empresa identificada.
