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STF debate pontos da Lei Antifacção

Audiência pública reúne 48 expositores e discute quatro ações contra trechos da lei. Os processos ainda não têm data para julgamento.

Ilustração editorial com balança da Justiça, quatro processos e uma rede de pontos conectados
Ilustração editorial original • Imagem não documental

O Supremo Tribunal Federal retoma nesta terça-feira (25) a audiência pública sobre a Lei Antifacção. O encontro serve para reunir informações técnicas antes da análise de quatro ações que questionam dispositivos da norma.

O que está confirmado

A audiência começou na segunda-feira (24) e foi organizada para ouvir 48 autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil. O ministro Alexandre de Moraes é o relator das quatro ações diretas de inconstitucionalidade relacionadas ao tema.

Os processos são as ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958. Elas contestam trechos da Lei 15.358/2026, que criou o marco legal de combate ao crime organizado.

AUDIÊNCIA NÃO É JULGAMENTO

As falas dos participantes ajudam a subsidiar a análise do STF, mas não decidem a validade da lei. Os processos ainda não têm data marcada para julgamento.

O que está em debate

Entre os pontos questionados estão regras sobre prisão preventiva, execução penal, perda antecipada de bens, transferência de presos, bancos de dados e monitoramento de comunicações entre advogados e clientes.

As entidades que apresentaram as ações afirmam que alguns dispositivos podem atingir garantias fundamentais. O debate também aborda a integração entre Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e forças policiais no enfrentamento ao crime organizado.

O que acontece agora

Depois da audiência, o relator poderá usar as contribuições técnicas na preparação dos processos. O STF ainda deverá incluir as ações em pauta e realizar o julgamento, quando os ministros decidirão se os trechos contestados são compatíveis com a Constituição.

Até que isso ocorra, a audiência representa uma etapa de coleta de informações. Não houve declaração de inconstitucionalidade nem suspensão geral da lei nesse encontro.

Fontes consultadas

TRANSPARÊNCIA EDITORIAL

O Nota Brasil conferiu datas, números e identificação das ações em páginas do STF e cruzou o conteúdo com duas coberturas jornalísticas. Declarações feitas durante a audiência foram tratadas como posições dos participantes. Não foi criada enquete por envolver garantias fundamentais. A imagem é uma composição editorial original.